Deserto Nuclear

Author: Marino / Marcadores:


Personagens:

Narrador
Guerra (Mocinho)
Ferrugem (Mocinha)
Platina (Irmã da mocinha)
Mercador (Comerciante radiotivo e maluco)
Papa Domi (Líder da tribo canibal)
Lacaios de Papa Domi (3x ou 4x):

Cena 1 (+- 2 min)

Introdução (Branco e Preto. Bomba atômica explodindo. Cenas de destruição. Radiação. Sofrimento. Música dramática. Narração explicando o background. Créditos iniciais.)

Narrador: A guerra. A guerra nunca muda. No ano de 2077, China e EUA, as duas maiores potências militares do planeta, ingressaram em um conflito nuclear pela posse das reservas remanescentes de petróleo.  Tal conflito durou apenas 2 horas. O mundo como o conhecíamos havia chego ao fim. As explosões e a radiação destruíram cidades inteiras, secaram rios e dizimaram bilhões de pessoas. Prevendo tal acontecimento os países com maiores recursos começaram a construir bunkers para abrigar uma parcela de sua população anos antes da guerra. Contudo, nas partes mais remotas do planeta a única solução foi se esconder nas redes de metrô para tentar evitar a radiação. Essas medidas funcionaram em parte e à partir do ano de 2238, com a diminuição da radiação, as pessoas começaram a voltar a superfície. É aqui que nossa história começa...

Cena 2 (+- 1 min)

(Guerra andando em uma estrada. Usa o binóculo em uma elevação. Avista uma menina em apuros sendo perseguida por dois canibais. Decide ajudar a menina, contrariando sua moral de não se intrometer.)

Cena 3 (+- 3min)

(Guerra se aproxima dos canibais que não percebem sua presença. Atira no primeiro. O segundo parte com ímpeto em sua direção. Guerra se desvencilha do atacante. O derruba e o finaliza com um tiro na cabeça.)

Guerra: Bon voyage, escória!

(Guerra olha para a assustada menina)

Guerra: Tenha mais cuidado, o Grande Deserto não é lugar para uma pessoa como você!

Ferrugem (Chorando): Obrigada por me ajudar! Eu fui raptada pela tribo de canibais de Papa Domi, mas consegui fugir. Minha irmã ainda está presa... Por favor, me ajude... (Chorando com mais tristeza) Eles vão matá-la e depois... Oh, meu Deus... Por favor, me ajude... Me ajude...

Guerra: Em que direção o acampamento deles está? Quanto tempo de caminhada?

Ferrugem: Naquela direção (Aponta). Um dia de caminhada. Eu vou com você... Para lhe ajudar...

Guerra: Eu não preciso de ajuda... Agora vamos. Quanto antes isso terminar melhor.

Ferrugem: Obrigada, senhor. Obrigada.

(Os dois personagens andam pela estrada. Câmera sob em direção ao sol)

Cena 4 (+- 1 min)

(Guerra e Ferrugem caminham em uma estrada de terra deserta. Bebem de uma garrafa com o conteúde duvidoso, aparenta ser água barrenta)

Ferrugem: Qual é o seu nome? O meu é Ferrugem. Meu pai não tinha muita criatividade, sabe?

Guerra: Me chame de Guerra.

Ferrugem: Nossa! Guerra? Por que esse nome?

Guerra (Olha para Ferrugem irônico e desdenhoso): Porque meu pai tinha muita criatividade... --- Olhe um mercador! Precisamos de algumas suprimentos... Vamos!

Cena 4 (+- 3 min)

(Mercador empurrando carrinho de supermercado cheio de bugigangas. Cantando uma canção de louco. Guerra e ferrugem se aproximam.)

Mercador: Olá, olá! Bem-vindos a minha humilde loja ambulante!

Guerra: Precisamos de carne de largarto e alguns soros. Se possível água limpa.

Mercador: Só tenho carne de rato e água suja. Mas acredite é a melhor água suja que vocês irão tomar!

Ferrugem: Qual é o seu nome?

Mercador: Pode me chamar do que você quiser! Já me chamaram de “Caolho”, “Grilo seco” e até de “Pele Noturno”! Ha, ha!

(Guerra aponta a arma para a cabeça do mercador)

Guerra: Que tal esse nome: “Chega de gracinhas, senão explodo seus miolos!”

Mercador (Engole em seco): Esse é novo... Refinado...

Ferrugem: Por que você tem essa marca no rosto?

Mercador: É, bem... Sabe como é, né? Nunca tente vender em área de extraradiotividade! Ha, Ha! Prim! --- Bom, aqui estão suas coisas. Serão 12 tampinhas.

Guerra: Aqui está. Vamos, Ferrugem!

Mercador: Até a próxima, jovens desbravadores do Grande Deserto! Ha, ha, Prim!

(Mercador se retira cantando uma música estranha)

Cena 5 (+- 2 min)

(Noite. Acampamento. Fogueira. Comendo carne no espeto. Em frente a uma montanha)

Guerra: Amanhã chegaremos, mas agora vamos descansar um pouco...

Ferrugem: Obrigada novamente...

(Ferrugem olha para a montanha)

Ferrugem: Dizem que era nessa montanha que “Os Seguidores do Apocalipse” realizavam seus rituais macabros...

Guerra: Eu sei... Eu era o líder deles...

Ferrugem (Atônita): O quê?? Do que você está falando?

Guerra: Isso fica para outra hora... Agora durma, temos um longo dia amanhã.

(Ferrugem se deita desconfiada. Camerâ foca-se na montanha)

Cena 6 (+- 1 min)

(Guerra e Ferrugem caminhando em uma estrada deserta. Ferrugem para e bebe um gole de água. Ferrugem grita)

Ferrugem: Um ghoul!

Guerra: Se esconda atrás dessa preda.

(Guerra vai em direção ao ghoul. O ghoul esbraveja. Guerra atira na cabeça do ghoul. Pós-produção: Jorra sangue na tela da câmera)

Guerra: Vamos continuar!

Cena 7 - Final  (+- 4 min)

(Guerra e Ferrugem chegam ao acampamento. Guerra usa os binóculos. Avista Papa Domi sentado afiando seu machete e três canibais levando Platina amarrada em uma madeira para o suporte da fogueira)

Guerra: Eu vou destrair os três canibais. Você terá tempo para desamarrar sua irmã e fugir...

Ferrugem: E você? Se você precisar de ajuda?

Guerra: Faça o que eu falei! Fuja!

(Guerra se levanta e parte em direção aos canibais. Atira no primeiro. Os outros dois correm para cima de Guerra. Guerra desvia e atira no segundo.)

(Quando Guerra iria mirar no terceiro canibal, ele pula em cima de Guerra e a arma voa. Guerra saca uma arma de dentro de sua roupa e atira no terceiro canibal. O canibal cai em cima de Guerra, que por sua vez, joga o corpo para o lado.)

(Nesse ínterim, Ferrugem desamarra sua irmã da fogueira. Elas se abraçam. Ferrugem avista a arma de Guerra no chão e a pega)

(Papa Domi se levanta da cadeira. Guerra se levanta do chão. Os dois se encaram. Guerra saca seu facão. Papa Domi parte em sua direção. Os dois iniciam o combate)

(Facas se chocam. Guerra soqueia Papa Domi, que revida. Guerra cai no chão. Papa Domi arrasta e arremessa Guerra. Guerra se levanta cambaleante e continua a batalha. Papa Domi corta sua roupa e lhe dá outro soco. Guerra fica de joelhos)

(Ferrugem atira em Papa Domi com a carabina de Guerra e o acerta no ombro. Papa Domi se desconcentra e abre a guarda, dando tempo suficiente para Guerra enfiar sua faca no estômago de Papa Domi, que cai desfalecido ao chão)

(Guerra se levante e olha para Ferrugem)

Guerra: Obrigado...

Ferrugem: Obrigada você, Guerra. Por tudo. Para onde você irá agora?

Guerra: Preciso encontrar uma pessoa ao norte... Vou seguir estrada...

Ferrugem: Podemos ir com você?

Guerra (Pensativo): Bom, acho que compania não será tão ruim, afinal de contas... Vamos, temos um longo caminho pela frente...

(Os três caminham em direção ao horizonte por uma estrada deserta)

FIM

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