Sofro o inconstante
martírio do aterrador abismo.
Sofro o suplício colérico
dos ideais enervantes.
Travo esse desmedido prélio,
longínquo e profundo,
mas ainda assim tão
tenebrosamente contíguo.
As flamas do carnífice
consomem o ínfimo acalento
dos sentimentos
que ainda perduram.
O inquietante cingimento
desse pútrido arcabouço,
leva essa descabida alma
ao limiar do desespero.
Faz-se matéria,
servo das trevas!
Para que podeis levar-te
ao Tártaro que nos
primórdios me brindou!
Essa pérfida angústia,
que nos recônditos mais
profanos do Estige se formou,
que nos recônditos mais
profanos do Estige se formou,
há de se findar.
Estrela Guia, norteie-me aos
confins desse sórdido mistério e
assole meu insidioso algoz.
Faz fulgir esse
quebrantado espírito,
para que sob a
abóbada celeste possa
finalmente tornar a sorrir.
Assim rogo a ti.
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