O Vaso do Oleiro
Um vaso
esquecido,
naquele canto
sem encanto,
com o tempo
foi partido.
Sempre moldado
pelo ser divino,
nobre e inspirado.
Velho menino
de rosto inventado
num mundo
rico, mas atrasado.
Vaso sem fundo,
hoje perdido,
ontem sem sentido,
amanhã renascido.
Ressurja
tenro e melhor,
nas mãos do mestre oleiro...
Imagine-se
uno e maior,
sendo um eterno cordeiro...
Até uma vez mais crescer,
nesse sem fim do viver.
Vaso que floresce,
aquiesce,
clamando por alguém,
vaso que chora,
adora,
navegando nos confins além...
0 comentários:
Postar um comentário