Somos o que desejamos ser
Um cavaleiro ele tinha visto.
Lembrou-lhe daquelas antigas fábulas
do Rei Arthur e do Ricardo Coração de Leão.
Quando criança ele tinha um cavalo.
Tentou ser um cavaleiro. Foi difícil.
Mas cavaleiro ele se tornou.
Um violão atrás da porta ela encontrou.
Ele era antigo. Estava cheio de poeira.
Ela o limpou e começou a aprender.
Não teve um professor.
Os primeiros anos foram difíceis.
Mas ela amava aquele som.
Queria ser uma musicista.
Musicista ela se tornou.
Um pintor aquela criança queria ser.
Sempre desenhava, mas a pintura
era a expressão máxima de sua alma.
Sua paleta era seu coração.
O caminho foi penoso.
Hoje, pintor a criança se tornou.
Uma engenheira ela queria ser quando crescer.
Para sua mãe uma casa construir.
De estudo seu caminho foi trilhado.
Lindos prédios, sua mente tinha arquitetado.
Uma grande engenheira a moça hoje é.
O menino via seu pai de terno elegante.
Advogado, como ele queria ser.
Defender o certo. Crescer também certo.
Um bom exemplo.
Leitura e mais leitura.
Advogado o menino hoje também é.
Os poetas queriam ser mais que poetas.
Para isso tentaram um árduo caminho.
Sem mais e sem muito menos.
Escreveram bem (sem) sentido.
Descobriram que podiam ser
aquilo que desejavam. Sem mais crer.
No mar de concreto a vida
sempre aspirava.
Mais que poetas eles são.
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