Aquele Senhor

Toda tarde aquele senhor assim carpia,
A enxada na mão, seu contentamento.
Em seu trabalho, seu melhor momento.
O caboclo que lhe ajudara sabia,

Que o Sol já alto ia naquele dia,
Mas aquele semblante algo tinha, um encantamento.
Daquilo que resiste e persiste no pensamento.
Por isso, e mais um pouco, soube que tudo podia.

Na estrelada noite, a flama já abraça a lenha.
O senhor conta uma de suas belas estórias,
Para o tenro caboclo, que nunca às desdenha.

O tempo passou... E o caboclo continua a procurar,
Por aqui, por ali e por todas suas memórias...
Por aquele senhor, sempre disposto a estórias contar.

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