A BUSCA
Ele chorava e lastimava-se intensamente. Suas lamúrias já podiam ser ouvidas no ponto mais distante do Estige. Amaldiçoou Deus, o Diabo e sua Família.
Municiou.
A tristeza do Fim. Seu ideal idílico iria se romper. Não adiantava travar mais uma batalha. A Guerra terminou. Ele perdeu. Colecionava lembranças e caminhava na amargura do desespero. Inútil.
Carregou.
Era o lobo e o pastor. Era impossível ver e falar. Andou em Santiago e purificou somente o calcanhar. Esta sensação é antiga e indizível. Sofria com o martírio inconsciente dos degenerados. Vociferava e recusava-se. Mas era preciso. Mentira.
Apontou.
Não compreendia aquele ato. Não sabia o que fazer. Faltava-lhe covardia. Era um Inverno sem fim. É necessário ter o que para matar algo que se ama? Vilipendiou sua origem, ludibriou os sacrifícios da vida. Sua alma estava fétida. Sua soberba por sabedoria fora sua condenação. A amor foi substituído por rancor. Por quê?
Disparou.
Ajoelhou-se em sua própria urina, franziu o cenho e fitou inerte aquele objeto de ferro em sua mão. Assim como o ser humano, assim como ele mesmo, ela falhou...
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